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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Vale a pena trocar Euros por Dólares e Ienes?

 

Nos próximos dois meses estas divisas podem dar retorno financeiro mas é preciso saber como

 

O Euro não está de boa saúde e o prognóstico de Luís Correia Tavares, analista independente, não é muito animador. “O Euro, perde valor frente a quase todos os pares cambiais, com maior destaque para o iene Japonês e Dólar Americano.” Na sua opinião, o problema da Grécia influência estas desvalorizações mas não é a única fonte de destabilização, uma vez que há uma correlação quase directa entre as descidas das bolsas e as desvalorizações do Euro. O mesmo acontece, por exemplo em relação às quedas das matérias-primas; quando estas descem, o Dólar sobe.

 

 

 

Luís Correia Tavares afirma que o par Euro/Dolar está a cotar longe dos seus fundamentais, ou seja, ao analisar alguns indicadores económicos o especialista afiança que este deveria estar a níveis de negociação entre $ e $, o que significa que um euro deveria estar a ser comprado com um dólar e vinte cinco cêntimos e, atualmente para comprar umeuro são são necessários 1,30 dólares. Para Luís Correia Tavares esta é uma das razões porque pode ser atrativo trocar Euros por Dólares. Mas o especialista vai mais longe dizendo que tecnicamente este par desenvolve uma figura que com a confirmação da perda do nível de $1,30 as projecções baixistas apontam para que este atinja o nível de $1,26, podendo mesmo chegar aos $1,24.

 

 

“O cenário descrito acima está já a descontar a pressão por parte de outros lideres Europeus frente às políticas económicas desejadas por Angela Merkel, chanceler alemã, que mais cedo ou mais tarde será forçada a ceder e a facilitar mais e maiores estímulos para a Europa”, diz.  No entanto, é fundamental que o investidor esteja atento ao movimento das bolsas. “Se estas desvalorizarem mais do que o aceitável, isso poderá levar Ben Bernakeo, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos a injetar mais liquidez no sistema, o que levaria a uma desvalorização do Dólar, e deitaria por terra qualquer estratégia baixista para o Euro e altista para o Dólar”, alerta.

 

Como dar a volta a este cenário? Para Luís Correia Tavares só há uma saída: “Estar altista no Dólar frente ao Euro sempre que os mercados se encontrem a corrigir. Outra dica é que o S&P500, Índice Norte Americano não pode cotar acima dos 1.400 pontos. De igual modo, para que as desvalorizações deste índice não se tornem apelativas a um QE3 (Quantitative Easing), o S&P500 também não deveria perder os 1.200 pontos”, e termina: “Este cenário de possível desvalorização do Euro deverá acontecer nos próximos dois meses.”

Viajando agora até ao Japão. “O par Euro/Iene sofre de sintomas parecidos no que respeita ao seu aspecto técnico, esperando-se uma descida do nível de 105 para 100, o que significa que se neste momento para comprar um euro são necessários 105 ienes, no futuro poderão ser precisos apenas 100, o que confere um cenário baixista para o Euro e altista para o Iene Japonês.”

 

Luís Correia Tavares diz ainda que os factores fundamentais são idênticos para o Euro mas diferentes para o Iene, uma vez que a moeda nipónica se tem vindo a valorizar após as fortes desvalorizações que sofreu fruto da repatriação da sua divisa. Outro motivo é o facto de o Japão, devido à catástrofe nuclear que sofreu recentemente, se ver forçado a comprar mais petróleo como fonte alternativa de energia. “O Prazo temporal para o desenvolvimento deste percurso baixista, é igualmente de dois meses, contudo dever-se-á vigiar as medidas do Banco Central do Japão quanto às várias e repetidas intervenções, embora sem sucesso, no controle da valorização da moeda deste país.” Se estes investimentos lhe agradam pode sempre tentar investir através de uma plataforma de negociação, caso contrário vá até uma corretora e aconselhe-se. Se é novato nestes assuntos o melhor é pedir conselhos a quem domina este território. Aplicar dinheiro em moeda é talvez dos investimentos mais complicados do mundo.




publicado por oseudinheiro às 11:51
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Abra uma janela na sua carreira

 

Quem apostou na internacionalização regressou a Portugal com melhores salários e posições de destaque. Com a crise esta pode vir a ser a única saída para alguns profissionais portugueses, aprenda com as experiências dos outros

 

“Estou esgotado de estar sempre a dizer que estou cansado (...). De qualquer forma queria encontrar um meio de mudar este cinzento, (...) que me fustiga e não me deixa ser feliz (...). As raízes do emprego a que me obrigo (...). Há uma certa inquietação (...), e eu que embarco por estas escadarias para o Médio Oriente. Pode ser que encontre o ancião Jamal com a sua mágica lamparina, para pedir-lhe (...) que me ensine o exercício da coragem para algumas decisões.”

 

Estas passagens do livro Janela para o Oriente de Eduardo White fazem eco no coração de muitos profissionais. Sim, leu bem, coração. Apesar de a maioria dos trabalhadores esconder, a todo custo, que tem sentimentos. Até no emprego. Não é por acaso que a TMI Internacional dá mundialmente seminários tendo como principal mote: “Leve o coração para o trabalho”.

 

Há vários tipos de cansaço. Está farto do chefe, da sua função, dos colegas, do baixo salário, da empresa em geral ou em última análise do próprio país. Pode também estar cansado de nada fazer, isto se foi um dos azarados a ser demitido devido à onda de desemprego – ou mais propriamente deste tsunami, que avassalou o mundo! Este texto é uma mensagem de esperança. 

 

Se atravessa uma fase profissional moribunda está na hora de ressuscitar. Que tal uma experiência lá fora? Nada como um bom desafio para sentir-se vivo novamente. Maria da Glória Ribeiro, partner da Amrop, empresa de executive search afiança: “Quem aposta numa carreira internacional regressa sempre para uma posição igual ou superior!”

 

Se pensa ser uma decisão que se tome de ânimo leve, desengane-se. Acredite que necessita mesmo de um Aladino que lhe dê coragem. Para trabalhar no estrangeiro é preciso ter estofo e muita estabilidade emocional. Num novo país terá de adaptar-se a uma série de circunstâncias, como por exemplo outros hábitos culturais, alimentação, condições de transporte e habitação. O trabalho também será em excesso e sentirá uma grande dependência da empresa. Mas a verdadeira prova de resistência é a ausência de redes de apoio: familiares e amigos. Nos primeiros meses terá de saborear o gosto amargo da solidão.

 

Paulo Varela, 35 anos, presidente do Conselho de administração da Visabeira e responsável pela área internacional do grupo desde 2002 sabe do que falamos. Sentiu na pele a experiência de desbravar uma carreira com um país em guerra. Quando chegou a Moçambique tudo estava por fazer. Aceitou o desafio dois anos após ter sido contratado pela Visabeira, em Viseu. “Quando terminei o curso de direito entrei na área jurídica do grupo e, em 1995, recebi uma proposta para ficar responsável pela pasta jurídica e de recursos humanos em Moçambique. Estava numa fase em que queria dar o salto. A proposta era interessante, aceitei”. Mas este executivo era um jovem ainda. Quase que se pode dizer que foi para a guerra, enfrentar um mercado a desmoronar. Um pouco à semelhança do que sentem agora os trabalhores. É uma onda como se a espada de Damocles estivesse constantamente em cima das nossas cabeças pronta a dilacerar-nos a qualquer momento.

 

Com a missão de sistematizar e enquadrar a nível jurídico as actividades do grupo Paulo Varela debateu-se com leis herdadas na sua maioria do tempo colonial e com a desorganização própria de um país debaixo de fogo. Passou por tudo isto numa fase em que se constituiu a maior parte da empresa. Talvez tenha sido este trabalho exaustivo que lhe abriu a janela de oportunidade para conhecer por dentro o país onde resolvera assentar.

 

Mas esta decisão de sair do país também pode ser vista como uma rosa sem espinhos. Quem opta por abraçar uma carreira internacional acaba por ser recompensado em termos monetários, quer em regalias, quer em subsídios. Todavia, o mais enriquecedor talvez seja o contacto com diferentes culturas, até porque irá trabalhar com outros quadros que também saíram do seu país de origem. 

 

Uma questão: há países melhores do que outros para aventurar-se nesta odisseia? Para Paulo Simões, consultor da Egon Zender, o mais importante não é o local para onde se vai mas o valor acrescentado. As provas dadas no mercado. A apresentação de resultados!Ficou inspirado? Então faça as malas e aventure-se. Escolha a área onde gostaria de trabalhar, a empresa e o país. Há várias formas de o fazer, contactando head hunters; por candidatura expontânea; através de networking; navegando nos sites de emprego

 

  ou apanhando o avião e palpar terreno in loco. Se enviar currículo ou candidatura siga o conselho de José Caetano Silva, partner da Talent Search: “Mande-os à pessoa certa”. Pode fazê-lo directamente ou por e-mail.

Atenção! Este texto não é apenas para veteranos é também para jovens licenciados em início de carreira. O espírito quinhentista não escolhe idade nem sexo. Cada vez mais as empresas fazem apresentações nas universidades à procura de talentos frescos, de espíritos tábua rasa como descrevia John Locke prontos a ser formatados à medida da sua filosofia empresarial. Entenda-se com esta frase que as organizações ambicionam quadros sem vícios e com garra. Áreas como engenharia, tecnologia, economia, administração e gestão de empresas estão sempre na sua mira. Se falar duas línguas e já possuir uma experiência fora do país (claro que as férias não contam!) é meio caminho para ser seleccionado.

 

Outra forma de saber como tudo isto funciona é contactando outros alunos que já passaram pela experiência. Não se esqueça: é de pequenino que se deve começar a fazer networking. Não menospreze esta dica. Um estudo da DBM, empresa de outplacement especializada na recolocação de executivos prova que a maioria dos candidatos (72%) regressou ao activo utilizando a sua rede de contactos. Os anúncios de emprego contribuíram para a resolução de 13% dos casos e as empresas de executive search colocaram 11%. 

 

Voltando ao cerne da questão, pode ainda conseguir mais informações recorrendo ao apoio dos gabinetes de inserção profissional das universidades, aos gabinetes dos Programas Erasmus e Da Vinci e, por último, contactar directamente as faculdades ou empresas onde pretende ingressar. Há ainda instituições como a Fundação Luso-Americana (FLAD), o ICEP, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Aiesec que promovem estágios e fornecem bolsas para apoiar a internacionalização dos alunos.

 

Mas antes de partir, conheça-se. Faça como Mozart, o génio da música clássica, e aponte num caderno algumas perguntas sobre si. Ele sabia que era excelente em piano e violino. E, no entanto, decidiu que só poderia tocar um instrumento. Porquê? Simples, para ser um fora-de-série teria de dedicar três horas por dia a cada um. Missão impossível. Os grandes mestres sempre souberam quando dizer “não”. “Temos de aprender a assumir a responsabilidade de nos administrarmos. E esta será a maior mudança da condição humana. E não se aprende na faculdade nem se ensina”, refere Tom Peters, guru de gestão.

 

Uma postura que vem da Antiguidade clássica. Naquele tempo os homens de negócios aconselhavam-se com filósofos. Tales de Mileto era dos mais requisitados. Quando lhe perguntavam: qual a coisa mais difícil do mundo? Ele respondia: “Conhecer-se a si mesmo!”. E a mais fácil? “Dar conselhos aos outros”. Por fim, quando o questionavam sobre o que causa maior satisfação? O pre-socrático não vacilava. “O verdadeiro sucesso”. E é disto que trata este texto. Como ser bem sucedido na procura de emprego a nível internacional e na construção da carreira, realizando-se pessoalmente.

 

Agora esmere-se. A contagem decrescente já começou. Num cenário em que há mais candidatos do que vagas disponíveis, o darwinismo económico é lei no mercado de trabalho e a competição é o mandamento principal. O mais ágil engole o mais lento e não há muito que você possa fazer, a não ser exercitar a musculatura para a luta. Para terminar... se apostar na internacionalização e no final regressar sem ganhar milhões, pode ter a certeza de uma coisa: há experiências que não têm preço!

   Prepare a entrevista

 

   Questões mais comuns:

 

   1-Porquê uma carreira internacional?

   2-Por que se candidata a esta empresa?

   3-Quais os seus pontos fortes e fracos?

   4-Por que devo contratá-lo?

   5-Que competências já adquiriu?

   6-O que pode fazer por esta empresa?

   7-Onde pensa estar daqui a cinco anos?

   8-Quer regressar a Portugal?

   9-Qual a expectativa do salário?

 

 

 

 

Onde recorrer a estágios

 AIESEC  - www.aiesec.pt -Tel. 21 395 67 88

FLAD – www.flad.pt - Tel. 21 393 58 00

ICEP/ CONTACTO – www.contactoicep.icep.pt - Tel. 21 790 95 00

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN – www.gulbenkian.pt. Tel, 21 782 30 00

AGÊNCIA NACIONAL SOCRÁTES – www.agencianaciona-socrates-leonardo.org.pt - Tel. 21 891 99 09

 

Perfil do expatriado

  • Auto-confiante
  • Autónomo
  • Determinado
  • Ter espírito de sacrifício
  • Capacidade de adaptação a novas culturas e métodos de trabalho
  • Inteligência emocional
  • Competitivo
  • Possuir robustez académica acima da média (skills)
  • Orientação para resultados
  • Capacidade de resistência à frustação


publicado por oseudinheiro às 14:37
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Planear a vinda de um filho

Já fez contas de quanto custa ter um filho? Um estudo indica que até aos 21 anos se gasta 250 mil euros. 

 

Todas as mães temem o dia em que terão de deixar o seu rebento ao cuidado de outros. Seja numa ama, seja num infantário. Contudo, a vida está cara e os gastos na família aumentam, logo as mulheres têm de trabalhar. Só para ter uma ideia antes do bébe nascer a mãe gasta uma média de 650 euros, só com despesas para consultas e ecografias. Junte mais 200 euros se quiser fazer uma preparação para o parto. Depois vem o parto. Se for numa maternidade privada poderá pagar entre 1500 e 4500 euros, dependendo do tipo de parto e dos serviços exigidos, a realidade é que nos hospitais privados ou leva um pacote fechado ou as contas não param de chegar à sua caixa de correio.

 

Está a anotar tudo? Agora o quarto do bebé, pelo menos uma cama e uma comoda necessita. Junte o fraldário, carro do bébe, alcofa e posteriormente uma cadeira para transportar o bebé no seu automóvel. Biberões, roupa do berço e roupa para o rebento, chupetas, banheira, pente e escovinha para o cabelo mais produtos de higiene… Prepare-se para por baixo gastar mais 2000 euros.

 

Agora as fraldas… Cada bebé necessita por dia de uma média de 7 fraldas, isto nos primeiros dois anos, pelo menos, então  multiplique  7 por 730 dias, o que soma 5100 fraldas. As fraldas que analisámos custam 18,90 – um pacote de 92 fraldas, ou seja dá 0.20 centimos. O custo total só com as fraldas ronda os mil e tal euros. A alimentação – se estiver a dar mama, poupa mas assim que começar a dar leite em pó, cada pacote ronda os 15 euros. Depois vêm as papas e as sopas. Na realidade gasta entre 200 e 300 euros em alimentação. A roupa está sempre a ficar curta, uma vez que as crianças crescem num ápice.

 

O infantário é outra despesa fixa. Os mais economicos rondam os 200 euros por mês, no entanto há alguns a 600 euros por mês. Um estudo efetuado pela Liverpool Vitoria Society do Reino Unido aponta um custo de 250 mil euros até aos 21 anos. Em 2008 uma equipa de psicólogos de Coimbra fez as contas para saber quanto custa ser um bom pai e concluiu que nos primeiros 25 anos cada família de classe média baixa gasta 236,446 euros mensais com cada filho. Estes números foram apresentados no 1º Congresso Internacional dos Estudos da criança.

familia

 

Contas feitas, há números que não se podem contabilizar. Na realidade há muito que se tem de abdicar quando se deseja ter um filho. Porém, não há dinheiro que pague as alegrias que estes lhes dão. Junte a isto as horas que os pais passam com os filhos deixando de investir na carreira e este é um ponto muito importante a explorar. Na ponta do lápis, muitas mulheres concluem que não vale a pena trabalhar porque vão gastar tudo o que ganham para pagar as despesas. Então colocam a carreira em banho maria. Será uma boa opção? Os especialistas em carreira defendem que deve haver uma conversa aberta com o parceiro, nomeadamente a planear  o seu regresso ao mundo do trabalho e inclusive uma mensalidade para esta não se sentir dependente monetariamente.

 

Uma dica preciosa é tentar enquanto está em casa manter os contatos, pensar num negócio próprio caso a sua área de atividade seja difícil para retomar um emprego. Há ainda que analisar qual o momento certo para decidir fazer isto: se é muito nova e tem pouco a perder, então não há grande problema, se já tem nome no mercado também não porque mais cedo ou mais tarde ha-de conseguir regressar. Pior é quem está no meio termo. Aí poderá perder algum dinheiro ou demorar mais tempo a conseguir um emprego. Há também quem aproveite para estudar. Quem sabe esta não é a oportunidade para seguir a carreira com que sempre sonhou?



publicado por oseudinheiro às 19:30
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012
Ganhar dinheiro com a madeira

Num período compreendido entre dois ou três anos investir na matéria-prima madeira pode dar retornos positivos.

 

O ouro verde pode estar em alta nos próximos tempos para Luís Correia Tavares, analista técnico independente. Na sua opinião existem uma série de fatores que fazem com que a madeira seja uma oportunidade de investimento. As florestas estão num processo muito importante de desflorestação. Os números mais recentes indicam cerca de 13 milhões de hectares por ano, sendo nas regiões de américa do sul, sul de ásia e áfrica onde estes mais pontuam para as estatísticas. Na Europa e Estados Unidos, o que se desfloresta, tenta-se recuperar voltando a plantar. “Estes números podem indicar que num futuro próximo, a madeira terá uma valorização importante, incluindo as terras para efeitos de florestação. Basta pensar que a madeira são árvores, e que estas são oxigénio e sem oxigénio...”, compara.

Quando se fala em madeira, não se trata apenas da matéria prima mas também em apostar nos seus derivados, tais como a biomassa para fonte de energia, a celulose, o papelão, revestimentos, entre outros ativos. Segundo Luís Correia Tavares a madeira em termos de investimento, está relacionada com fatores de desenvolvimento que estão intimamente ligados com a demografia, o crescimento económico e o armazenamento de CO2. O ano passado foi o ano das florestas, e começou-se a investir em empresas proprietárias de terras para florestas.

 

A maior parte das empresas ligadas a esta matéria-prima ou mesmo ao setor foram prejudicadas nas suas cotações devido á crise. Quem aproveitou foi a China que aliás provocou uma descida no preço da pasta de papel em 2010 por ter deixado de comprar. Isso explica-se com as desvalorizações do dólar. A China esperou que este desvalorizasse tudo, e voltou a comprar em 2011 com preços mais atrativos porque como têm capacidade de armazenamento podem dar-se a esse luxo. 

Luís Correia Tavares salienta ainda o fato de muitos investidores ainda não terem pensado na madeira como urgente para o planeta, em termos fundamentais, as empresas proprietárias de terras para florestas, não estão a ser consideradas nas suas cotações, estas terras como algo atrativo e com valor futuro. “E, por este motivo, o valor destas empresas relativamente às terras que possuem é zero, ou seja há aqui um desconto entre 30 a 35% no seu valor.”

 

Outro fator importante na sua opinião é a madeira ser anti-cíclica, logo funciona como uma espécie de cobertura contra a inflação, isto porque tem o seu próprio ritmo e não tem que estar propriamente correlacionada com os mercados. Luís Correia Tavares dá um exemplo: “O pinho amarelo com quatro anos, vale oito dólares a tonelada, contudo, esse mesmo pinho com oito anos, já vale trinta e dois. Logo com o dobro do tempo vale o quadruplo, atribuindo assim valor ao que sustenta a manutenção desta árvore, que é a terra”. As empresas que façam uma boa gestão de stock, não sofrem de volatilidade de mercado, e num período baixista para o geral dos mercados, esta matéria estará a ganhar valor, mesmo não se lhe estando a dar uso imediato, porque por si só a permanência da mesma, a valoriza.

 

As principais empresas ligadas a este setor, quer seja à matéria em si, proprietárias de terras para florestação, ou derivados da madeira: 40% são americanas e canadenses, 30% são europeias e 25% estão nos países emergentes... No entanto, para Luís Correia Tavares o importante é que 70% estão entre a américa do norte e europa, que são no fundo os que estão a fazer uma gestão mais responsável no sentido de repor às florestas a madeira que se retira, criando incentivos e remunerações para quem aposta neste tipo de manutenção e equilíbrio do ecossistema. Fora de europa e estados unidos podem citar-se o exemplo da Nine Dragons, uma das maiores empresas de embalagens do mundo e PPC, empresa Chilena, uma das maiores proprietárias de terras florestais.

 

Em portugal também existem a cotar no PSI20, algumas firmas relacionadas de forma direta ou indireta a estes setores ou matérias, caso da altri, portucel (pasta de papel,  gestão florestal, biomassa para fonte de energia, etc) e semapa (pasta de papel, energias renováveis, etc). Para que se entenda melhor o aspeto anti-ciclico desta matéria-prima Luís Correia Tavares explica a título de exemplo: “O índice PSI20, desde inicio do ano 2000 até finais de 2011, tem uma desvalorização de 54,59%, passando por duas grandes crises que vieram dos estados unidos. A da bolha tecnológica do ano 2000, os ataques terroristas, e a crise subprime que afetou construção e banca. Apenas seis cotadas deste índice se encontram em positivo, e metade destas são precisamente a altri (+312,69%), a portucel (+34,10%) e a semapa (55,86%). Importa destacar que a altri apenas está a cotar desde 2005, no entanto estas indicações não significam recomendações da minha parte,” esclarece no final.   

 

A nível internacional, os dados históricos mostram que nos últimos 20 anos, o investimento em madeira tem tido um melhor retorno que a média dos mercados, uma vez que estes estão sujeitos a ciclos, e os ciclos baixistas para esta matéria, raramente superam um ano de duração, no entanto, “não se pode esquecer que fazer um investimento diretamente nas empresas é ficar sujeito ás variações constantes nos preços, e que os resultados positivos só se poderão obter num período de tempo compreendido entre dois a três anos.”

Pode investir nesta matéria prima através de contratos de futuros ou algum outro ativo que replique esta matéria prima. Luís Correia Tavares indica ainda as divisas, caso das libras, dólares ou euros, podendo assim o investidor, ao optar pela divisa, estar a fazer igualmente uma cobertura à sua própria moeda. Porém, adverte: “ Se o fizer desta forma terá de ter consciência de que a variação desse par de divisa, influenciará na valorização da matéria a que se propõe investir, que neste caso é a madeira” e termina: “Para quem teme o fim do euro, é uma boa opção investir em algo necessário para o planeta e ao mesmo tempo obter valorizações que protegem o seu dinheiro.”



publicado por oseudinheiro às 11:58
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Vale a pena fazer um seguro de vida?

Quem tem crédito habitação é obrigado a subscrever um e quem não tem deveria fazer um? 

seguro de vida

O seguro de vida cobre um risco; funciona como um seguro automóvel, ou seja se bater ou se lhe roubarem o carro terá a seguradora a ajudá-lo a pagar as despesas. Os seguros de vida funcionam da mesma forma, caso lhe aconteça algo a sua família ficará protegida, daí ser recomendado para casais jovens com filhos, exceto se já tiver um património considerável que lhe cobriria todas as despesas deixando a sua família bem financeiramente. Aí não necessita de mais este custo na sua vida.

 

Um dado importante: um seguro de vida não é para sempre. Deve fazer as contas e ver quando poderá prescindir deste custo, por exemplo quando tiver a casa paga ou um bom pé de meia; conforme o seu património aumente e os filhos comecem a trabalhar: a família deixa de ficar totalmente desamparada em caso de alguma fatalidade. Assim, com o passar dos anos pode diminuir o valor da cobertura ou mesmo dividi-lo entre os dependentes.

 

O ramo vida é dos mais concorrenciais, por isso tire partido das ofertas existentes no mercado. Para avaliar de que tipo de seguro precisa, primeiro veja que elementos da família devem ser segurados: todos os que têm rendimentos e que contribuem para pagar as despesas pois são estes que garantem o equilíbrio financeiro da família, em caso de morte ou invalidez colocam toda a prole em risco.

 

Antes de subscrever os planos existentes no mercado veja se a sua empresa tem algum contrato com uma seguradora com planos mais vantajosos. Se decidir fazer uma pesquisa escolha o seguro mais indicado para si e para a sua família, visite vários sites na internet e faça simulações e verifique quanto gastará por ano para ter um seguro de vida. Como indicador do valor da apólice pense em cinco ou dez anos do seu salário anual mas apesar de ser difícil de fazer esta conta –até em termos psicológicos – estipule quanto dinheiro gostaria de deixar à sua família em caso da sua morte.  Outra forma de calcular é fixar as suas despesas anuais depois multiplique-as pelo tempo que ainda necessita de as acautelar, esse será o montante de que precisa. Há ainda quem utilize o seguro de vida como um instrumento de herança. Muito importante: verifique a saúde financeira da empresa onde vai contratar o seguro.

 

Como referimos no lead do nosso artigo se tiver um empréstimo à habitação já tem um seguro de vida, uma vez que é obrigatório – afinal os bancos protegem-se de eventuais acidentes que possam acontecer a quem emprestam dinheiro. A Deco aconselha fazer por um ano renovando-se automaticamente até uma das partes, seguradora ou consumidor o termine. Os prémios são pagos calculando a idade, logo quanto mais velho for mais paga. Quando o crédito é contraído por dois titulares, contrate um seguro de vida "a duas cabeças" pelo totalidade do capital em dívida. Assim, a companhia paga a indemnização se um dos dois morrer ou ficar inválido, ficando o outro com a casa paga.

 

Além da cobertura de morte, o banco exige a invalidez total e permanente ou invalidez absoluta e definitiva. "A primeira é mais abrangente: paga uma indemnização em caso de incapacidade igual ou superior a 65%, que impeça o segurado de trabalhar. A segunda, exigida pela maioria dos bancos, só é ativada se ficar totalmente incapacitado para qualquer atividade e precisar de assistência no dia-a-dia", esclarece a Deco.

 

O capital seguro deve corresponder ao capital em dívida no banco. As seguradoras são obrigadas a atualizar o capital do seguro com a mesma periodicidade da amortização do crédito (regra geral, mensalmente).

 

Antes de subscrever um seguro verifique as coberturas, veja por exemplo se engloba invalidez, se possuem extras contra a impossibilidade temporária de exercer a sua profissão e até indemnizações em caso de doenças graves como cancro. Isto porque se calhar mais vale pagar mais um pouco e ficar protegido. Há vários tipos de seguros mas em geral dividem-se em dois grandes grupos com termo e sem termo. Os primeiros duram entre um ou trinta anos e em caso de morte do segurado o valor da apólice é pago ao beneficiário. O segundo tipo de seguros protegem-no até à morte e podem incluir investimentos em produtos financeiros caso de ações e obrigações. O senão destas apólices é o preço uma vez que cobram taxas e comissões maiores.

 

Se subscrever um seguro de vida tenha em conta a sua saúde. Faça exercício físico e melhore a sua saúde em geral com este comportamento pode baixar a fatura. Ao contratar um seguro de vida tem de preencher um questionário médico. Seja verdadeiro sob pena de poder vir a perder todo o dinheiro que aplicou em prole da segurança familiar. Ao contratar um seguro de vida a seguradora considera indicadores como peso, altura, tensão arterial, hábitos tabágicos, sedentarismo, o seu historial de patologias e o da família. Seja rigoroso nas respostas: influenciam a aceitação do seguro e o prémio a pagar. A seguradora pode ainda exigir exames médicos.

 

Conselhos importantes para ir baixando a fatura: quando os filhos forem crescidos baixe o valor da apólice porque estes já não dependem tanto de si. Caso o seu cônjuge tenha rendimentos pode contratar uma apólice menor. Cuidado com os produtos que lhe tentam vender agregados à nova apólice podem não compensar. Leia bem as condições e verifique se não existem taxas escondidas. Reveja periodicamente os preços e as condições e se necessário mude de seguradora. Faça sempre uma gestão ativa do seu dinheiro. Guarde as apólices em local seguro e dê conhecimento à sua família da sua existência assim como tenha todos os documentos em dia e organizados.



publicado por oseudinheiro às 12:57
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
Está aberto concurso de ideias. Participe

Se tem uma ideia de negócio pode concorrer ao 6º concurso de Ideias de Negócios de Cascais (CINC) através da DNA Cascais. Tem até 20 de Abril.

 

Há muitas pessoas que adorariam ter um negócio próprio mas não têm dinheiro ou não sabem como fazer um business plan, esta iniciativa temessemérito, quem já por lá passou afiança ter ganho com a experiência. “Foi um incentivo ainda maiorpara fazer a InoCrowd andar para a frente”, afirma Soraya Gadit, responsável por esta empresa, uma das vencedoras da última edição. “Ajudou a estruturar o plano de negócios, a criar um plano de mitigação de riscos, abriu portas para fontes de financiamento (como Business Angels e capitais de risco) e facilitou a instalação da InoCrowd no Ninho de Empresas DNA, que oferece preços acessíveis e ótimas estruturas de apoio para quem está a começar um negócio”.

 

Em menos de um ano esta história vencedora já deu os primeiros passos de internacionalização, tendo sido uma das únicas firmas nacionais a entrar no Start up chile, juntamente com a Belmont outro caso apoiado plea DNA Cascais. A InoCrowd tem ainda a oportunidade de participar no 12. º Congresso Eban, em Moscovo, onde poderá conseguir angariar outros investidores. 

 

Na realidade quem colocar a sua ideia negócio a concurso conseguirá de imediato perceber se o seu sonho é válido para entrar no mercado, que pontos fortes e fracos apresenta e como seria possível concretizá-lo. Mais: talvez até captar fontes de financiamento, uma das áreas mais dificeís para as start ups, uma vez que em Portugal esta não é de todo uma vertente em que as capitais de risco e mesmo os Business Angels apostem muito. Há que convencê-los muito bem para que eles coloquem dinheiro nos projetos. Isto porque a maioria dos negócios jovens têm um elevado grau de mortalidade.

 

O vencedor do concurso ganhará 2500 euros para serem utilizados na criação ou no reforço da empresa se esta já existir. As áreas com potencial para vencer estão relacionadas com a saúde, bem-estar, energia, ambiente e turismo. As propostas com forte compenente de conhecimento/inovação, como as tecnologias da informação e comunicação) e as relacionadas com o empreendedorismo social têm

vantagens competitivas para os juris.

 

Como participar?

As candidaturas devem ser entregues até às 18 horas do dia 20 de abril de 2012, na sede da DNA Cascais (Ninho de Empresas DNA, Cruz da Popa, 2645-449 - Alcabideche) ou por correio registado com aviso de receção, desde que o carimbo de entrada nos CTT não ultrapasse o prazo limite atrás mencionado.

Serão também aceites candidaturas por correio eletrónico (cinc@dnacascais.pt), desde que a DNA Cascais confirme por email que a sua receção ocorreu dentro do prazo estabelecido.

 

Todas as propostas devem incluir ficha de candidatura (disponível em www.dnacascais.pt), o curriculum vitae dos promotores e respetivos contatos.Deverão ser subscritas por qualquer um dos proponentes, que irá assumir a responsabilidade na participação do CINC. Para além disso, as candidaturas devem respeitar o regulamento do concurso (pode ser consultado no site da DNA Cascais).

 

 



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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
Poupe na fatura da eletricidade utilizando a energia solar

Quem não olha todos os meses para a fatura da eletricidade e pensa como poderei pagar menos? Uma das formas é utilizar a energia

painel fotovoltaico

solar. No caso do aquecimento de águas pode poupar até 70%


 Como o nome indica energia solar é utilizar a energia que o sol gratuitamente envia todos os dias para o universo e o nosso planeta sabe aproveitá-la. A terra recebe diariamente 1410 W/m2 de energia, dos quais 19% é absorvido pela atmosfera e 35% refletido pelas nuvens. Então como tirar partido?

 

Neste momento a produção de água quente sanitária é o que gera mais poupança, nomeadamente devido ao incentivo do Fundo de eficiência energética anunciado no Decreto- Lei nº 50/2010 de 20 de Maio. O montante conseguido pode chegar aos 1500 euros quando o custo do equipamento ronda os dois mil euros. De acordo com Rafael Ribas, pioneiro da investigação de energia solar em Portugal as poupanças para quem optar por este tipo de energia podem chegar aos 70% num ano.“Uma família que gaste 500 euros por ano conseguirá poupar cerca de 350 euros com estes sistemas.” Para tirar duvidas veja abaixo a caixa com as respostas às perguntas mais frequentes.

 

Segundo um documento da Agência para a Energia e de acordo com o disposto no artigo 5.0 do Regulamento, são potenciais beneficiários das operações as Empresas de Serviços Energéticos (ESE) ou outras entidades que representem os condomínios ou os condóminos, que apresentem candidaturas visando a optimização energética de condomínios de edifícios de habitação multifamiliares existentes, à data de abertura do Aviso. Contudo, os projetos suscetíveis de apoio devem respeitar, obrigatoriamente, as seguintes condições:

 

a) Demonstrar o preenchimento das condições expressas nos artigos 3.0 e 4.0 da Portaria 26/2011, de 10 de janeiro, na medida do aplicável;

b) Demonstrar que, pelo menos, uma fração detém Certificado Energético (CE), emitido até 29 de fevereiro de 2012, no qual estejam identificadas medidas de melhoria incluídas nas tipologias de operações elegíveis no âmbito deste Aviso;

c) Após a concretização dos investimentos afetos ao projeto, todas as frações que beneficiem de melhoramentos, integradas no condomínio, devem obter o respetivo Certificado Energético, emitido por Perito Qualificado (edifícios de habitação), registado em http://www.adene.pt/ptpt/SubPortais/SCE/BolsadePeritos/Paginas/Listagem-de-Peritos.aspx;

d)Dar cumprimento aos requisitos previstos no anexo A.

 

Quanto às despesas são elegíveis as referentes a:

 a) Fornecimento e instalação dos equipamentos e produtos das soluções consideradas, nomeadamente:

-  Sistemas solares térmicos;

-  Envidraçados duplos (caixilho + vidro), com elevada eficiência energética.

b) Os custos com a elaboração e acompanhamento do projeto de melhoria de eficiência energética;

c) Os custos com a emissão e registo do Certificado Energético das frações abrangidas.

 

Outra forma de poupar na fatura da eletricidade no futuro é transformar-se num microprodutor de energia, ou seja produzindo eletricidade para vender à rede através da instalação de um painel solar de baixa tensão. E pode instalar tantos sistemas de microgeração quantos os contratos de fornecimento de electricidade de que seja titular. Por exemplo, uma pessoa que tenha duas casas com contratos de electricidade activos, pode instalar dois sistemas de microprodução independentes. Um sistema destes pode rondar os dezoito mil euros e tem uma durabilidade de 25 anos. A boa notícia é que se vai pagando por si. Quem optar por este tipo de energia pode receber dinheiro. A tendência da fatura da eletricidade é aumentar, contudo a rede também vai pagando cada vez menos aos microprodutores. Quem quiser ainda aproveitar é agora.

 

Um dos produtos comercializados no mercado dá como exemplo: quem adquira um KIT 3.68 em Lisboa, Porto ou Faro conseguirá uma produção de 7983 KWH no Porto, 6306 em Lisboa e 7266 em Faro. Para ter uma ideia quem vive no Porto por ano amealha 1950 euros, em Lisboa 2056 euros e Faro é o vencedor com 2369 euros. Ao fim de oito anos os montantes serão de 15.600 euros, 16.500 euros e 19.000 euros, ou seja o sistema está pago. Nos 7 anos seguintes irá receber 0,185 €/kWh e daí em diante o preço de mercado, num total acumulado que praticamente dobra o seu investimento. A taxa de rentabilidade média pode exceder os 10% ao ano.

 

A energia produzida é vendida aos comercializadores de energia e o preço depende da tecnologia, contudo a portaria nº 284/2011 estabeleceu para 2012 uma tarifa bonficada de 32,6 centimos por KWh, aplicada aos primeiros sistemas que forem registados, até se prefazer uma quota de 10MW a nível nacional, atenção que a cada ano a tarifa vai reduzindo. O processo de licenciamento de uma instalação de microprodução passa pelo registo no sítio criado pela DGEG em www.renovaveisnahora.pt. Assim que o registo seja confirmado pela DGEG, o microprodutor dispõe de quatro meses para instalar o sistema de microprodução e requerer a respectiva inspeção (o prazo é de oito meses quando aplicável o regime de contratação pública). A atribuição do certificado de exploração está dependente da inspeção da instalação por parte da Certiel; a instalação será ligada à rede pública após obtida a certificação e assinado o contrato de venda da energia com o comercializador.

 

Mais dicas para poupar na fatura da eletricidade: na secagem da roupa, por exemplo. Portugal tem sol e vento quer combinação mais perfeita? Outra forma é lavar alguma roupa em água fria desta forma está a economizar o aquecimento da água da máquina de lavar roupa. Se tem boa iluminação durante o dia em casa, então abra as janelas e deixe o sol entrar em casa, não só a aquece –logo à noite gastará menos com aquecimento eléctrico como a luz natural faz bem à saúde. No verão consegue ter luz natural até por volta das 20 horas.

 

Outra novidade interessante é comprar fornos solares. Num dia quente, o calor gerado concentrado corretamente é suficiente para cozer vegetais, arroz ou mesmo fazer um bolinho ou peixe assado com batatas. Estes são portáteis pelo que pode andar com eles, inclusive nas férias.

 

 

Energia solar térmica para produção de águas quentes sanitárias

 

1. Quais as condições para instalar um sistema solar para a produção de água quente sanitária num prédio?

Necessita ter uma área na cobertura (telhado) sem sombreamento e virada a Sul de cerca de 2 ou 4 m2 dependendo do número de pessoas que habitam a casa (até 3 pessoas são 2 m2, mais de 3 pessoas e menos de 5 pessoas 4 m2) e também ter a possibilidade de passar dois tubos entre a sua casa e o telhado para que sejam feitas as ligações hidráulicas (água fria e água quente) e também a ligação elétrica para o apoio.

 

2. E numa vivenda?

Necessita ter uma área na cobertura (telhado) sem sombreamento e virada a Sul de cerca de 2 ou 4 m2 dependendo do número de pessoas que habitam a casa (até 3 pessoas são 2 m2, mais de 3 pessoas e menos de 5 pessoas 4 m2) e também ter a possibilidade de passar dois tubos entre a sua casa e o telhado para que sejam feitas as ligações hidráulicas (água fria e água quente) e também a ligação elétrica para o apoio.

 

3. Se instalar um sistema solar continua a precisar de gás ou eletricidade?

Sim. O sistema existente passa a funcionar como apoio ao sistema solar. Assim, a energia que o sistema solar não conseguir obter, será dada pelo sistema de apoio, representando em termos médios, cerca de 30% do total.

 

4. E no inverno os coletores funcionam?

No inverno existem muitos dias de sol. Nesta época do ano os sistemas fornecem cerca de 50% da energia necessária, a restante será utilizado o sistema de apoio.

 

5. Quantos anos dura este sistema?

Duram cerca de 12 e 25 anos desde que a manutenção seja feita corretamente.

 

O que é necessário para ser microprodutor?

Investir cerca de dezoito mil euros (embora as estatísticas garantam que em oito anos este fica pago devido à eletricidade vendida à rede) e ter disponibilidade de espaço. Plano inclinado orientado a sul com 30 m2 ou superfície horizontal com 50 m2 sem sombras. Ter um contador de baixa tensão com consumos efetivos para contabilizar a eletricidade fornecida à rede. A potência máxima do inversor a instalar poderá equivaler a 50% da potência atual contratada. E ainda possuir um sistema solar térmico com 2 m2 ou caldeira a biomassa.



publicado por oseudinheiro às 19:03
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Quarta-feira, 28 de Março de 2012
Vender e comprar casa: o que ter em conta?

Em ambos os lados da barricada há contratempos. O Seu Dinheiro aponta-lhe alguns espinhos que poderá encontrar nesta matéria.

comprar casa 01

 

Se pretende vender o seu imóvel antes de o colocar disponível no mercado faça bem o trabalho de casa. Verifique quanto estão a pedir por um imóvel idêntico na zona. Já sabe que o que mais valoriza uma casa é a sua localização, tipologia, exposição solar e claro o estado de conservação. A cereja no topo do bolo é o preço. Não se esqueça que com a crise há várias casas no mercado a valores apetecíveis, caso das retomas dos bancos devido ao incumprimento de muitas famílias no pagamento dos empréstimos bancários.

 

Sabia que a banca está a dar até cerca de 30% de desconto para vender as casas que tem em carteira? Mais: financiam os imóveis a 100% e oferecem spreads altamente competitivos, daqueles que já não se praticam, afinal agora os valores podem chegar aos 3,15% - isto dados de janeiro. A cereja no topo do bolo é que algumas instituições financeiras vão mesmo mais longe facilitando a compra isentando as despesas de avaliação e de dossiê. Para conhecer as oportunidades basta aceder aos sites dos bancos e depressa encontra as casas disponíveis. Há ainda leilões realizados por várias entidades, uma delas é a casa Sapo ou então agências imobiliárias já especializadas em retomas. Neste momento esta é a melhor forma para quem deseja comprar casa.

 

 

Por outro lado, está a acontecer um dado curioso: o valor das casas segundo as avaliações dos bancos é cada vez menor. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a descida já vai nos 7,4%. Em Fevereiro de acordo com esta fonte o valor médio da avaliação bancária por metro quadrado situou-se nos 1.055 euros. A região que mais caiu foi Lisboa, descendo 134 euros por metro quadrado e os apartamentos foram os mais penalizados. Para ter uma ordem de grandeza a área Metropolitana de Lisboa registou um valor médio de avaliação de 1264 euros/m2 e a do Porto 990 euros/m2. Portanto, já sabe se quer mesmo vender a sua casa, estipule o preço justo. Ajuda tentar saber por quanto foram vendidas casas semelhantes à sua nessa zona.

 

Colocar a sua casa à venda em várias imobiliárias não é um bom sinal para os compradores pois parece que está desesperado. Escolha uma ou duas. Ter uma imobiliária como parceiro nesta decisão terá de partilhar parte do lucro. As comissões podem ir de 3% a 5%, contudo pode conseguir vender a sua casa mais cedo. O tempo de venda varia mas de acordo com o mercado atual pode demorar cerca de seis meses. Outra dica importante: não se ponha a pintar a casa para a vender pois quem compra pensará que a casa tem humidade ou outros tipos de problemas que você tentou esconder. É melhor deixar como está. Não se esqueça que a primeira impressão é a que fica. É preferível ter tudo limpinho, cheiroso e arrumadinho. Há estudos que indicam que as casas preparadas para vender – tendo cuidados como escolher a hora da visita para quando o sol está a bater nas janelas, por exemplo aumentam as probabilidades do sucesso da venda em duas vezes.

 

Outro dado a ter em conta são as mais-valias resultantes da venda do seu imóvel. Ao vender uma casa tem de ter algum cuidado na declaração das mais-valias ao fisco, ou seja o lucro que obtiver. Não se esqueça que na venda de um imóvel depois tem de colocar este item no IRS. Caso vá comprar outra casa com esse dinheiro, então faça bem as contas e estude o o regime de reinvestimento para não perder dinheiro.

 

Agora mudou-se para o outro lado da barricada e quer comprar uma nova casa. Não o faça antes de vender a antiga. Não se esqueça que os bancos só estão a emprestar até cerca de 80% do valor do imóvel e depois terá de pedir um empréstimo mais elevado e os spreads estão caros. Se antigamente para um empréstimo de 100 mil euros ficava a pagar uma média de 464 euros, agora estes montantes disparam para os 600 euros.

 

Analise ainda as comissões que terá de pagar. Há mais contas a fazer além do spread. Associado ao crédito habitação há uma série de comissões (abertura de processo, avaliação e processamento mensal), depois existem os seguros de vida e multiriscos que encarecem a fatura final do crédito. Sabia que estes valores todos somados pesam mais de ¼ do valor da fatura a pagar? A Deco fez contas e os resultados são: uma família que em novembro do ano passado tivesse contraído um crédito a habitação com um empréstimo de cem mil euros com uma taxa de juro nominal de 2,84% e com uma TAEG de 3,915 a pagar em 30 anos, no final do empréstimo a família pagaria 70 mil euros em juros e encargos e 21 mil em custos adicionais como seguros e comissões. Já agora para ter uma decisão correta peça sempre comparações aos bancos e olhe para a TAE – Taxa Anual Efetiva, esta é que lhe dá o valor certo do que efetivamente lhe vai sair do bolso. Se um banco tiver um spread mais baixo mas apresentar uma TAE mais elevada é porque lhe está a cobrar mais nos outros items, ai tem de fazer contas e ver se compensa.

 

 

Quais são os principais custos adicionais

 no crédito habitação?


 

comprar casa

Comissão de dossier: É a comissão cobrada pelas instituições financeiras pela abertura de processo do crédito à habitação. Analisando os preçários dos cinco maiores bancos nacionais é possível ver que este valor base oscila entre os 194 euros no Santander Totta e os 250euros no BES.



 

 

Custos de avaliação: São os encargos que os bancos cobram para fazer a avaliação da sua casa. Analisando os encargos pedidos nos cinco maiores bancos portugueses, os custos variam entre os 168 euros no BPI e os 220 euros cobrados no BCP.



 

Custos periódicos de processamento: Além das anteriores duas comissões que são cobradas no início do crédito, alguns bancos cobram periodicamente

 

Seguro multirriscos: Destina-se a segurar a casa face a um conjunto de riscos que possam ocorrer sobre o imóvel, bem como os prejuízos resultantes da ocorrência de alguns desses riscos. Um estudo da Deco sobre os custos destes seguros permite ver que o prémio anual de uma apólice desta natureza (com cobertura de fenómenos sísmicos) varia entre os 176 euros e os 313 euros, consoante a seguradora. Veja na sua página na net os conselhos da associação para escolher a apólice multirriscos mais adequada.

uma comissão pelo processamento mensal da prestação.



 

 

Seguro de vida: Quem fizer um crédito à habitação tem também de fazer um seguro de vida. Esta apólice garante ao banco que, em caso de morte ou invalidez permanente da pessoa cuja vida se segura, o empréstimo será liquidado.

 

Fonte: Deco



publicado por oseudinheiro às 10:50
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Terça-feira, 13 de Março de 2012
Como Poupar para a reforma?

A maioria dos portugueses está insatisfeito com a quantidade de dinheiro que consegue amealhar para a velhice. Mesmo assim os portugueses conseguiram amealhar mais do que os congéneres europeus. A maioria começou a amealhar aos 38 anos uma média de 4400 euros por ano. Mais 5% do que a média europeia. Mas afinal quanto deveríamos colocar de lado todos os meses? Dez por cento é o que os especialistas indicam mas nem todas as pessoas o podem fazer. As despesas são muitas…

 



publicado por oseudinheiro às 08:55
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Como rentabilizar o seu IRS?

Esta na altura de preencher a declaração de IRS e por isso vamos ensinar-lhe como poderá legalmente passar a perna ao fisco. Leia-se: recuperar algum do seu dinheiro gasto ao longo do ano… A DECO também lhe dá vários conselhos sobre este assunto.



publicado por oseudinheiro às 08:54
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